Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (II)

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (II) Três (3) tipos de moradias estariam contempladas no PEIUHAR, a saber: 1. Moradias térreas evolutivas; 2. Moradias térreas acabadas; 3. Sobrados evolutivos[1]. …///… Moradias térreas evolutivas As moradias térreas evolutivas destinar-se-iam às pessoas singulares e colectivas (famílias) a provirem de moradias localizadas na periferia suburbana (condição sine qua non para o realojamento em moradias evolutivas ou acabadas construídas no âmbito do PEIUHAR) e abrangidas pelo processo de demolição a ocorrer ao abrigo das acções de desmantelamento dos “musseques” previstas no PEIUHAR. Cada uma dessas moradias evolutivas seria entregue aos seus futuros ocupantes provida com piso interior concretado (cimentado), instalação eléctrica e hidrossanitária, paredes exteriores devidamente rebocadas e pintadas, portas e janelas exteriores, uma pequena bancada de cozinha desprovida de revestimento cerâmico, um (1) WC pronto-a-usar (em moradias com dois WC apenas um deles seria entregue em condições de usabilidade, o outro seria entregue apenas com os pontos de água instalados, ou seja, desprovido de utilitários e piso “mosaicado”), com cobertura de chapa de zinco (cobertura genérica) e com as divisórias e esquinas dos quintais sinalizadas com blocos, ou seja, entregue ao titular da mesma: a) desprovida de piso “mosaicado”, reboco nas paredes interiores (este serviço seria feito a posterior e remunerado com base numa tabela de preços a ser aprovada pelo Executivo, e contemplaria ainda, para os que quiserem e tiverem condições financeiras para arcarem com este tipo de despesas, a estucagem e/ou pintura das paredes internas); b) sem tecto-falso; c) Sem portas nos cômodos interiores (quartos, cozinha, etc); d) Sem a murada do quintal, etc. …///… Moradias térreas acabadas As moradias térreas acabadas estariam destinadas: 1. Àqueles cidadãos ou famílias que além da entrega à Comissão de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento de uma ou mais residências para troca por igual número de moradias (quid pro quo) em aglomerados urbanos, rururbanos ou rurais erguidos no âmbito do PEIUHAR, se predispuserem, igualmente, a desembolsar AKZ 1.368.000,00 (USD 1,500.00 ao câmbio actual de ±AKZ 912,00 o dólar) com o fito de ajudar financeiramente, a fundo perdido, um cidadão (mormente jovem) na condição de desempregado e/ou de pessoa desprovida de renda, a abraçar o empreendedorismo bipessoal no âmbito do Programa Estratégico para o Fomento e Financiamento ao Microempreendedorismo Jovem (PEFFMEJ)[2]; 2. Àqueles cidadãos ou famílias retiradas de vivendas térreas de alto padrão e design arquitectónico atractivo. Observação: as casas a serem utilizadas como “moeda de troca” deverão necessariamente estar localizadas na periferia suburbana para serem aceites como tal. As referidas moradias seriam entregues aos seus futuros ocupantes com um nível de execução física na ordem dos 90%, ou seja, desprovidas apenas de estuque e pintura nas paredes rebocadas, para permitir aos futuros donos e/ou ocupantes escolherem o tipo de revestimento (estuque ou pintura) que gostariam de ter nas paredes interiores de suas moradias. …///… Sobrados evolutivos Os sobrados evolutivos estariam destinados àquelas pessoas ou famílias que para além da entrega à Comissão de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento de uma ou mais residências para troca por igual número de moradias em aglomerados urbanos ou rururbanos erguidos no âmbito do PEIUHAR, se predispusessem igualmente a desembolsar AKZ 2.280.000,00 (USD 2,500.00 ao câmbio actual de ±AKZ 912,00 o dólar) com o fito de ajudar financeiramente, a fundo perdido, dois cidadãos (mormente jovens) na condição de desempregados e/ou de pessoas desprovidas de renda, a abraçarem o empreendedorismo bipessoal no âmbito do Programa Estratégico para o Fomento e Financiamento ao Microempreendedorismo Jovem (PEFFMEJ), bem como àqueles cidadãos ou famílias retiradas de sobrados de alto padrão e design arquitectónico atractivo. Por serem construções que precisariam de mais tempo para serem erguidas, um cronograma específico de empreitadas para sobrados evolutivos seria adoptado pelo Gabinete Adhoc de Gestão de Obras Emergenciais (GAGOE) para se assegurar a conclusão destas infraestruturas habitacionais num período de tempo não superior a 60 dias (dois meses). Os sobrados evolutivos seriam entregues aos seus futuros proprietários e/ou ocupantes com o andar térreo totalmente acabado e pintado, mas com o andar superior ainda por concluir, ou seja… desprovido de piso revestido com porcelanato (“mosaico”), tecto-falso, reboco nas paredes exteriores e interiores, etc. Observação: a escolha pelos cidadãos ou famílias do tipo de moradia (moradia evolutiva térrea, moradia térrea acabada ou sobrado evolutivo) a que gostariam de se candidatar dependeria da sua condição social ou financeira, devendo a sua escolha (tal como a indicação das duas províncias e localidades do país em que [por opção] gostariam de se estabelecer) ser formulada e registada durante o processo de recenseamento dos imóveis residenciais elegíveis ao pagamento da CMUS. Das duas províncias e localidades a indicar pelos cidadãos ou famílias elegíveis ao reassentamento em meio urbano ou rural uma delas seria alternativa, na eventualidade de a primeira opção não poder ser satisfeita por preenchimento das quotas demográfica estabelecidas para uma determinada província ou localidade[3]. Continua no próximo artigo… ________________________________________________________________________________________________________ [1] Moradias de dois andares – um térreo e outro superior. [2] Sobre o Programa Estratégico para o Fomento e Financiamento ao Microempreendedorismo Jovem (PEFFMEJ) falaremos no Plano Estratégico para a Diversificação Efectiva da Economia, Promoção de Emprego e Empoderamento Económico e Social dos Angolanos (PEDEEPEEESA). [3] Quotas no que toca ao número de moradias disponíveis, não de habitantes. Artigo anterior Artigos relacionados Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (I) Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Tipologia e características dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento PEIUHAR: Processo de arborização e construção dos espaços verdes em ruas residenciais Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Esclarecimentos supletivos acerca da importância capital do PEIUHAR Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Construção das infraestruturas não-habitacionais previstas no PEIUHAR Outubro 7, 2025 Urbanismo, Habitação e
Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (I)

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (I) Ponto prévio Há muito que venho me indagando da razão de as casas sociais construídas no nosso país serem pouco atractivas comparativamente com algumas das casas sociais que encontramos em alguns países da nossa região e/ou sub-região. É o caso, por exemplo, dos [nossos] “Panguilas”, “Zangos” e doutros assentamentos construídos pelo Estado com o fito de alojarem famílias retiradas de zonas de risco, assentamentos populacionais que até mesmo pessoas leigas em arquitectura e urbanismo, como eu, facilmente apercebe o quão longe os mesmos estão da atractividade arquitectónica dos bairros sociais que encontramos em alguns países da nossa região e/ou sub-região. Todas as vezes que olho para as casas sociais construídas por essa Angola afora, não consigo deixar de imaginar o que seriam (do ponto de vista arquitectónico e urbanístico) os [nossos] “Panguilas”, “Zangos”, etc, se as moradias que os conformam tivessem um design arquitectónico mais elaborado e atractivo, e fossem (ao invés de se apresentarem cobertas com chapa de zinco) cobertas com telha de cerâmica ou PVC (telhas de PVC são mais baratas que as de cerâmica); e implantadas em meio urbano, rururbano, urbano-litoraneo e rural devidamente infraestruturado e arborizado. A inestética das casas sociais erguidas no nosso país (inestética decorrente da superficialidade das formas geométricas das casas sociais projectadas pelos nossos arquitectos), faz com que os nossos bairros populares ou sociais não tenham a beleza e atractividade arquitectónica dos bairros sociais erguidos em alguns países da nossa região e/ou sub-região (muitos deles com um nível de riqueza muito inferior ao do nosso país) com o intuito de albergarem cidadãos ou famílias de baixa renda. Com vista a romper com esse paradigma ou tendência, somos da opinião que os projectos habitacionais por implementar no âmbito do PEIUHAR sejam elaborados por equipas de arquitectos, urbanistas, paisagistas e engenheiros civis cujo amor por Angola e os angolanos sejam indubitáveis. O Engº António Venâncio me parece ser uma dessas pessoas. Algo no fundo do meu âmago me diz que temos no país muitos arquitectos patriotas e verdadeiramente imbuídos de amor para com os seus irmãos angolanos… pessoas estas que, de certeza absoluta, não se coibirão em dar vazão a sua imaginação na elaboração de vários projectos arquitectónicos de moradias de baixo custo, mas com um design arquitectónico atraente, de modo a tornarmos os nossos assentamentos populacionais em locais atractivos e aprazíveis para se viver com alegria, prazer, dignidade e comodidade. Outrossim, gostávamos de enfatizar a importância do visual exterior das moradias evolutivas a serem construídas no âmbito do PEIUHAR. Não importa se esta ou aquela moradia de visual lindo e atractivo por fora se apresenta com o piso (chão) interior desprovido de revestimento cerâmico (“mosaico”); Ou se as paredes interiores se apresentam desprovidas de estuque; Ou ainda se os quartos se apresentam sem portas[1]; O que importaria, à partida, seria o aspecto exterior das moradias a serem construídas (paredes exteriores devidamente rebocadas e pintadas, etc) e do meio envolvente (ruas asfaltadas, arborizadas e providas de passeios pavimentados, jardins, etc). A ideia subjacente na nossa humilde proposta é de assegurar que as fachadas[2] das moradias evolutivas por erguer no âmbito do PEIUHAR promovam, em conjunto com os logradouros públicos (largos, ruas, ruelas, travessas, passeios), repuxos de água em largos, outdoors luminosos, letreiros em néon coloridos dispostos em fachadas de escritórios, bombas de combustíveis, estabelecimentos comerciais e de restauração, árvores frondosas, jardins e demais elementos estéticos-decorativos do paisagismo interior dos aglomerados urbanos, rururbanos, urbano-litorâneo e rural (não rural tradicional!…), não só a dignificação, a alegria, o bem-estar, a satisfação, o orgulho e o entusiasmo das pessoas, mas também um impacto visual agradável àqueles que nos virem cá visitar[3]. Em outras palavras, seria o aspecto exterior das moradias, juntamente com o paisagismo (espaços verdes, ruas asfaltadas e iluminadas, largos e passeios devidamente pavimentados, etc) e alto padrão higiénico e de salubridade dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR, o principal desígnio a perseguir com as acções de infraestrutura e urbanização por desenvolver no âmbito do referido plano emergencial. Se a ideia for acolhida e implementada, passaremos a ter no país bairros sociais com um visual arquitectónico mais atractivo e capazes de rivalizar (no bom sentido) mano a mano com muitos dos bairros sociais encontrados no Ruanda, Namíbia e em muitos outros países da nossa região e/ou sub-região. Continua no próximo artigo… ________________________________________________________________________________________________________ [1] O acabamento interior e remunerado das moradias evolutivas erguidas no âmbito do PEIUHAR estaria a cargo dos proprietários e/ou ocupantes das mesmas (falaremos disso mais adiante). [2] Estas deverão apresentar-se pintadas com cores vivas e padronizadas. [3] Turistas, homens de negócio, membros de delegações governamentais, etc. Artigo anteriorArtigo seguinte Artigos relacionados Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (II) Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Tipologia e características dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento PEIUHAR: Processo de arborização e construção dos espaços verdes em ruas residenciais Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Esclarecimentos supletivos acerca da importância capital do PEIUHAR Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Construção das infraestruturas não-habitacionais previstas no PEIUHAR Outubro 7, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Construção de moradias evolutivas e simples, mas arquitectonicamente atractivas e condignas Outubro 3, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Instalação de lancis e pavimentação de passeios e ruas residenciais Outubro 3, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Abertura das valas técnicas e implantação das infraestruturas básicas subterrâneas Outubro 3, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Implantação em cada uma das 18 províncias do país de um complexo fabril dedicado à produção de materiais de construção básicos Setembro 30, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Loteamento dos espaços residenciais, logradouros públicos, etc Setembro 30, 2025
Tipologia e características dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X Tipologia e características dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR Seis (6) tipos de aglomerados habitacionais estariam contemplados no PEIUHAR, a saber: 1. Aglomerados habitacionais urbanos; 2. Aglomerados habitacionais rururbanos; 3. Aglomerados habitacionais urbanos-litorâneos; 4. Aglomerados habitacionais rurais; 5. Aglomerados habitacionais tradicionais; 6. Aldeias Agro-Pecuárias (AAP). …///… Aglomerados habitacionais urbanos Os aglomerados habitacionais urbanos seriam assentamentos populacionais devidamente infraestruturados e com a classificação de “cidade”, de pequeno, médio ou grande porte. Os aglomerados habitacionais urbanos a erguer no âmbito do PEIUHAR apresentar-se-iam subdivididos em quatro (ou mais) zonas-tipos, ou de finalidade específica, a saber: 1. Zona administrativo-institucional, área reservada aos órgãos da administração local, serviços públicos locais, escritórios (de advogados, de despachantes, etc), instituições bancárias, etc; 2. Zona residencial, reservada à construção residencial; Observação: a zona residencial apresentar-se-ia subdividida em três subzonas, a saber: subzona reservada à construção de moradias térreas, subzona reservada à construção de sobrados[1] e subzona reservada à construção predial, pública e privada. 3. Zona económica, área reservada aos empreendimentos produtivos (fazendas agrícolas, fazendas pecuárias, instalações pesqueiras, agro-industriais, etc) por erguer no âmbito do PEDEEPEEESA; 4. Zona lúdica e cultural, área reservada às infraestruturas de finalidade recreativa (parques de diversão, etc), cultural (museus de história natural, salas de teatro, etc), desportiva (quadras polidesportivas, campos de futebol, piscinas públicas, pistas de jogging, pistas de ciclismo, etc). …///… Aglomerados habitacionais rururbanos Os aglomerados habitacionais rururbanos seriam assentamentos populacionais erguidos em meio predominantemente rural e com classificação de “vila” ou vilarejo, de pequeno ou médio porte. À semelhança dos aglomerados habitacionais urbanos, os aglomerados rururbanos por erguer no âmbito do PEIUHAR também se apresentariam subdivididos em quatro (ou mais) zonas de finalidade específica, designadamente: zona administrativo-institucional, residencial, económica, lúdica e cultural, etc. Observação: com vista a prevenir eventuais alagamentos, e concomitantemente os altos índices de absentismo laboral que se assistem em dias de chuva na província de Luanda, Benguela e noutras províncias do país, os aglomerados habitacionais urbanos e rururbanos por implementar no âmbito do PEIUHAR seriam erguidos preferencialmente em terrenos com solos permeáveis. …///… Aglomerados habitacionais urbanos-litorâneos Os aglomerados habitacionais urbanos-litorâneos seriam assentamentos populacionais devidamente infraestruturados e com a classificação de “cidade litorânea”, de pequeno ou médio porte. …///… Aglomerados habitacionais rurais Os aglomerados habitacionais rurais seriam erguidos em zonas estritamente rurais, teriam a classificação urbanística de “aldeia”, e seriam habitados por uma população heterogénea do ponto de vista étnico e cultural, ou seja, por pessoas das mais variadas origens, línguas e culturas. …///… Aglomerados habitacionais tradicionais À semelhança dos aglomerados habitacionais rurais, os aglomerados habitacionais tradicionais seriam erguidos em zonas estritamente rurais, teriam a classificação urbanística de “aldeia tradicional”, e seriam habitados por uma população homogénea do ponto de vista étnico e cultural, ou seja, por pessoas do mesmo grupo etnolinguístico, ainda que no seu seio viva uma ou mais pessoas provindas de outras etnias ou grupos etnolinguísticos. Os aglomerados habitacionais tradicionais seriam conformados de moradias de pequena dimensão, de estilo rústico, mas belas do ponto de vista arquitectónico, em formato circular (esta medida visaria a preservação da originalidade e características arquitectónicas peculiares dos povos que neles habitariam – povos hereros, mucubais, nhaneca-humbes, ovambos, khoisans, etc), padronizadas, ordenadas e providas de água potável, luz eléctrica e infraestrutura de saneamento básico rural[2] e de telecomunicações (televisão, telefonia e internet) por cabo e/ou satélite, de polícia, escolares, sanitárias, etc, bem como de bebedouros em alvenaria para o gado bovino, caprino, etc. Observação: apesar de a moradia de estilo rústico acima ilustrada apresentar-se com portas e janelas com acabamento requintado, isso não quer dizer que estejamos a sugerir o mesmíssimo tipo de portas e janelas para as moradias “rústicas” a serem construídas no âmbito do PEIUHAR. É (como disséramos) apenas uma ilustração. Poder-se-á, eventualmente, questionar a pertinência de infraestruturas para a distribuição do sinal de internet em comunidades rurais tradicionais, já que culturalmente (dirão algumas pessoas) o jovem mucubal, mumuíla, khoisan, etc, não tem afinidade nem tempo para estas “veleidades” do mundo moderno, o que seria uma perda de tempo e de recursos financeiros e tecnológicos. Muito sinceramente, nós não comungamos deste pensamento descriminatório. Mas, ainda que assim fosse… que o jovem mucubal, mumuíla, khoisan, etc, não tivesse afinidade nem tempo para estas “veleidades, convinha que não perdêssemos de vista o facto de que, mais tarde ou mais cedo, muitas destas comunidades se tornarão pontos de destino de muitos jovens médicos, professores, enfermeiros, etc, que, seguramente, precisariam da internet para se manterem conectados com o mundo e actualizados. Observação: a fixação da população herera, mucubal, nhaneca-humbe, khoisan, etc, em comunidades tradicionais ou monoétnicas visaria a preservação da sua idiossincrasia e identidade cultural (hábitos e costumes). …///… Aldeias Agro-Pecuárias (AAP) Como se pode inferir da designação ora proposta, as aldeias agro-pecuárias por erguer no âmbito do PEIUHAR seriam aglomerados populacionais de dupla finalidade: recintos de produção agro-pecuária e residenciais. Continua no próximo artigo… ________________________________________________________________________________________________________ [1] Vivenda contendo um andar térreo e outro superior. [2] Rede de distribuição de água por bombagem ou poços tubulares, rede de drenagem das águas pluviais, rede de esgoto ou fossas sépticas comunitárias, rede eléctrica domiciliária e de iluminação pública interligada à rede pública de energia eléctrica ou fonte de energia fotovoltaica, etc. Artigo anteriorArtigo seguinte Artigos relacionados Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (II) Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (I) Outubro 21, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento PEIUHAR: Processo de arborização e construção dos espaços verdes em ruas residenciais Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Esclarecimentos supletivos acerca da importância capital do PEIUHAR Outubro 19, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Construção das infraestruturas não-habitacionais previstas no PEIUHAR Outubro 7, 2025 Urbanismo, Habitação e Reassentamento Construção de moradias evolutivas e simples, mas arquitectonicamente atractivas e