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Tipologia e características das moradias por erguer no âmbito do PEIUHAR (I)

Ponto prévio

Há muito que venho me indagando da razão de as casas sociais construídas no nosso país serem pouco atractivas comparativamente com algumas das casas sociais que encontramos em alguns países da nossa região e/ou sub-região.

É o caso, por exemplo, dos [nossos] “Panguilas”, “Zangos” e doutros assentamentos construídos pelo Estado com o fito de alojarem famílias retiradas de zonas de risco, assentamentos populacionais que até mesmo pessoas leigas em arquitectura e urbanismo, como eu, facilmente apercebe o quão longe os mesmos estão da atractividade arquitectónica dos bairros sociais que encontramos em alguns países da nossa região e/ou sub-região.

Todas as vezes que olho para as casas sociais construídas por essa Angola afora, não consigo deixar de imaginar o que seriam (do ponto de vista arquitectónico e urbanístico) os [nossos] “Panguilas”, “Zangos”, etc, se as moradias que os conformam tivessem um design arquitectónico mais elaborado e atractivo, e fossem (ao invés de se apresentarem cobertas com chapa de zinco) cobertas com telha de cerâmica ou PVC (telhas de PVC são mais baratas que as de cerâmica); e implantadas em meio urbano, rururbano, urbano-litoraneo e rural devidamente infraestruturado e arborizado.

A inestética das casas sociais erguidas no nosso país (inestética decorrente da superficialidade das formas geométricas das casas sociais projectadas pelos nossos arquitectos), faz com que os nossos bairros populares ou sociais não tenham a beleza e atractividade arquitectónica dos bairros sociais erguidos em alguns países da nossa região e/ou sub-região (muitos deles com um nível de riqueza muito inferior ao do nosso país) com o intuito de albergarem cidadãos ou famílias de baixa renda.

Com vista a romper com esse paradigma ou tendência, somos da opinião que os projectos habitacionais por implementar no âmbito do PEIUHAR sejam elaborados por equipas de arquitectos, urbanistas, paisagistas e engenheiros civis cujo amor por Angola e os angolanos sejam indubitáveis. O Engº António Venâncio me parece ser uma dessas pessoas.

Algo no fundo do meu âmago me diz que temos no país muitos arquitectos patriotas e verdadeiramente imbuídos de amor para com os seus irmãos angolanos… pessoas estas que, de certeza absoluta, não se coibirão em dar vazão a sua imaginação na elaboração de vários projectos arquitectónicos de moradias de baixo custo, mas com um design arquitectónico atraente, de modo a tornarmos os nossos assentamentos populacionais em locais atractivos e aprazíveis para se viver com alegria, prazer, dignidade e comodidade.

Outrossim, gostávamos de enfatizar a importância do visual exterior das moradias evolutivas a serem construídas no âmbito do PEIUHAR.

Não importa se esta ou aquela moradia de visual lindo e atractivo por fora se apresenta com o piso (chão) interior desprovido de revestimento cerâmico (“mosaico”);

Ou se as paredes interiores se apresentam desprovidas de estuque;

Ou ainda se os quartos se apresentam sem portas[1];

O que importaria, à partida, seria o aspecto exterior das moradias a serem construídas (paredes exteriores devidamente rebocadas e pintadas, etc) e do meio envolvente (ruas asfaltadas, arborizadas e providas de passeios pavimentados, jardins, etc).

A ideia subjacente na nossa humilde proposta é de assegurar que as fachadas[2] das moradias evolutivas por erguer no âmbito do PEIUHAR promovam, em conjunto com os logradouros públicos (largos, ruas, ruelas, travessas, passeios), repuxos de água em largos, outdoors luminosos, letreiros em néon coloridos dispostos em fachadas de escritórios, bombas de combustíveis, estabelecimentos comerciais e de restauração, árvores frondosas, jardins e demais elementos estéticos-decorativos do paisagismo interior dos aglomerados urbanos, rururbanos, urbano-litorâneo e rural (não rural tradicional!…), não só a dignificação, a alegria, o bem-estar, a satisfação, o orgulho e o entusiasmo das pessoas, mas também um impacto visual agradável àqueles que nos virem cá visitar[3].

Em outras palavras, seria o aspecto exterior das moradias, juntamente com o paisagismo (espaços verdes, ruas asfaltadas e iluminadas, largos e passeios devidamente pavimentados, etc) e alto padrão higiénico e de salubridade dos aglomerados habitacionais por erguer no âmbito do PEIUHAR, o principal desígnio a perseguir com as acções de infraestrutura e urbanização por desenvolver no âmbito do referido plano emergencial.

Se a ideia for acolhida e implementada, passaremos a ter no país bairros sociais com um visual arquitectónico mais atractivo e capazes de rivalizar (no bom sentido) mano a mano com muitos dos bairros sociais encontrados no Ruanda, Namíbia e em muitos outros países da nossa região e/ou sub-região.

 

Continua no próximo artigo…

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[1] O acabamento interior e remunerado das moradias evolutivas erguidas no âmbito do PEIUHAR estaria a cargo dos proprietários e/ou ocupantes das mesmas (falaremos disso mais adiante).

[2] Estas deverão apresentar-se pintadas com cores vivas e padronizadas.

[3] Turistas, homens de negócio, membros de delegações governamentais, etc.

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