
Com a paz “definitivamente” estabelecida no nosso país, e (isso não é segredo para ninguém) havendo um grande número de efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) em situação de “semi-ociosidade” nos quartéis (não por culpa deles, evidentemente, mas da ausência de políticas assertivas no quesito do remanejamento dos recursos humanos não administrativo ao nível das forças armadas angolanas) seria de todo profícuo que uma parcela desse efectivo semi-inactivo fosse, pelo menos nesta altura de “bons ventos”, reconvertido temporariamente para a área de desminagem.
Este processo desenrolar-se-ia sob os auspícios da Subcomissão de Defesa, Segurança e Ordem Interna, e implementado com o concurso dos 50000 (cinquenta mil) homens a provirem das Forças Armadas Angolanas e Polícia Nacional, bem como pelo pessoal do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), os quais depois de formados constituiriam as diversas divisões ou brigadas de desminagem mecanizada, electrónica e/ou manual a nascerem desse processo.
À primeira vista poderá parecer um tanto quanto exagerado o número de pessoal a empregar nesta empreitada securitária, mas, logo logo os angolanos perceberão as vantagens objectivas e benefícios a advirem desta medida.
Para além de assegurar mensalmente a desminagem de dezenas de milhares de hectares de terras agrícolas e de pastoreio em que se suspeite (ou saiba) existirem minas ou outros artefatos perigosos, a referida medida asseguraria o aceleramento do processo de reassentamento rural, fomento da actividade agro-pecuária e fabril em todo o país, por via das acções a serem desenvolvidas no âmbito do Plano Emergencial de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento (PEIUHAR) e Plano Estratégico para a Diversificação Efectiva da Economia, Promoção de Emprego e Empoderamento Económico e Social dos Angolanos (PEDEEPEEESA), bem como pavimentaria o caminho para a consecução célere e sustentável do desiderato de desenvolvimento económico multifacetado do nosso país.
Com o processo de desminagem de dezenas de milhares de hectares de terras agrícolas e de pastoreio (estratégia escalpelizada no Plano Estratégico de Segurança Pública Urbana e Rural), o país logrará, finalmente, dentro dos próximos dois anos e meio ou (quanto muito) três anos (isso a contar da data de implementação do Plano de Acção para o Fomento ao Empreendedorismo e Empoderamento Económico dos Cidadãos de Média-Baixa e Baixa Renda):
1. A consecução efectiva do desiderato de diversificação da economia, bem como da auto-suficiência, independência e segurança alimentar;
2. A inserção massiva de centenas de milhares de cidadãos desempregados no mercado de trabalho;
3. O empoderamento económico e social dos cidadãos e famílias de baixa e média-baixa renda;
4. A reversão dos actuais índices de desemprego, fome, pobreza, prostituição[1] e criminalidade reinantes no país, etc, etc.
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[1] Algumas adolescentes, jovens e senhoras alegam terem-se envolvido nesse tipo de prática por causa da fome e/ou pobreza.